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Óleo Protetor parte 2
Sérgio Rocha Loures
A eficácia de qualquer remédio não depende apenas da sua fórmula. A forma como é
administrado faz uma grande diferença. Um “remédio” para a oxidação de metal
também deve ser aplicado de forma correta para surtir efeito.
Proteção
Por mais uniforme que seja a superfície de uma peça de metal, esta sempre terá
pequenas imperfeições como poros e riscos. A umidade ambiente penetra nestas
diminutas imperfeições e ali inicia um processo de oxidação.
A maioria dos produtos protetores contra ferrugem (inclusive óleos minerais
comuns) forma uma camada selante por sobre a peça. Entretanto, isso não evita
que a água fique aprisionada por sob a camada no interior das fissuras. Apesar
de ter pouco oxigênio presente, neste caso, ainda há o risco de iniciar uma
oxidação lenta capaz de romper o selante e continuar a se propagar.
A solução neste caso é a remoção da umidade presente nestes poros, através de
algum processo físico-químico. Um bom protetor contra oxidação possui a
capacidade de aderir à superfície do metal mesmo em cavidades diminutas, fazendo
com que a água seja expulsa.

Aplicação
A maioria dos produtos encontrados hoje no mercado possui algum tipo de
embalagem de aplicação de spray. Apesar de este tipo de aplicador ser muito
prático, nem sempre surte o efeito desejado, pois a quantidade do produto
aplicado pode ser muito pequena.
Os bons produtos antioxidantes informam em sua bula a forma correta de
aplicação. E, em muitos casos, esta aplicação deve ser feita por imersão da peça
na solução.
É claro que nem sempre é possível fazer a imersão de peças grandes, ainda mais
quando se tem apenas um tubo em spray para se utilizar. Nestes casos, uma
aplicação “à boneca” com um pedaço de tecido ou algodão embebido no produto pode
ser a solução.
Teste
Num teste anterior, no qual as peças foram simplesmente borrifadas com os
produtos antioxidantes, ficou claro que é possível que pequenas frestas e cantos
de difícil acesso fiquem sem proteção.
Um novo teste foi realizado, desta vez com uma aplicação mais criteriosa a fim
de se verificar a capacidade de penetração do produto em pequenas frestas.
Inicialmente, os corpos de prova (parafusos de aço com oxidação negra) foram
lavados em álcool isopropílico a fim de se retirar qualquer impureza e restos de
óleos e graxas. Após limpas e secas, as peças passaram 24 horas embebidas nos
produtos atioxidantes abaixo:
• - WD-40;
• - CorrosionX;
• - Tottal.
Ao contrário da propaganda do fabricante do produto WD-40, encontrada em algumas
revendas, onde diversos produtos (até mesmo um rádio funcionando) ficam expostos
dentro do óleo, isso não é recomendado. Tanto o WD-40 quanto o Tottal apresentam
uma concentração muito alta de solventes que são capazes de dissolver materiais
sintéticos.
Isso foi observado enquanto os corpos de prova ficaram embebidos nos óleos
dentro de copos plásticos. O WD-40 amoleceu o material enquanto o Tottal corroeu
totalmente o copo.

Foto 1: corpo de prova após aplicação de WD-40

Foto 2: corpo de prova após aplicação de Tottal

Foto 3: corpo de prova após aplicação de CorrosionX
É possível verificar nas fotos, a formação de um filme protetor brilhante na
superfície dos corpos de prova.
Após a aplicação as amostras foram colocadas em uma câmara de névoa salina por
um período de 96 horas. Este período de teste é indicado, conforme normas, para
peças com zincagem ou cromagem. Ou seja, peças que são muito mais sujeitas a
atmosferas corrosivas que a maioria das armas e ferramentas em casa.

Foto 4: peças posicionadas dentro da câmara de névoa salina
Após 48 horas, as peças foram retiradas para avaliação e retornaram até
completar 96 horas.

Foto 5: amostras após 48 horas de névoa salina (WD-40,
Tottal, CorrosionX e corpo não protegido)

Foto 6: amostra após 96 horas de névoa salina (WD-40,
Tottal, CorrosionX e corpo não protegido)
Conclusão
Como pode ser visto nos resultados obtidos com as amostras, os produtos WD-40 e
CorrosionX cumprem muito bem o papel de proteger peças metálicas contra a
oxidação. Inclusive com desempenho semelhantes para o uso em armas e
ferramentas.
Comparando este teste com o anterior, pode-se verificar um melhora significativa,
mostrando que uma aplicação criteriosa nas peças a serem protegidas aumenta em
muito a eficácia do produto.
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